quinta-feira, 29 de julho de 2010


Dois anos




Este mês este singelo, pequenino e ínfimo BLOGguinho completa dois aninhos de existência, se fosse gente, diria que faltaria muito para aprender a viver, pois que eterno é a vida que tanto nos ensina.



Mas é coisa, mas coisa sentimentalista, coisa fora de moda não é, explico, meses e meses, vinte e quatro para ser mais exata, meses e meses de amor, desamor, "arteirice", descuido, vida, saudade, revolta, vontades, desejos, força, fraqueza, amor, desamor... e a vida segue, e este blog segue, acompanha e sobrevive a vida, novos planos, vida nova, nova vida.



Dois anos

Lembramos desse dia.

Dois anos

E continuamos...



...
O amor

De uma sensibilidade austera
É bonito, infinito, sorrisos
Mas sensível
Uma negação para um desejo qualquer
E ele vem
Mucho, graxo
O amor
Se depõe
Fica quieto
Inerte
Quer mudar tudo
Fazer diferente
Mas ele é dois
Dois corações
Dois “querer”
Dois “fazer”
Desejar
Sentir
É dois
E se recolhe
Sensível que és
Precisa do afago
Do embalo
Da palavra
Do outro
Precisa gastar
E viver
Bonito amor
Infinito amor
Viva o amor
Assim
Infinito que seja
Austero
Que embala
Dois amor
Assim.


Lili

terça-feira, 22 de junho de 2010

É romance?

Será que alguém gosta mesmo desse lance: eu comigo mesmo, sem amarras?? Estar sozinho só é bom pra poder procurar. Não? Nem falo de achar. Apenas romancear uma história ao som de uma música brega. Ver o futuro em segundos, rezar pro corpo encaixar direitinho e esperar com ânsia pelo toque do celular. Esse momento pré-alguma-coisa é mágico, aquela hora em que o seu um se faz dois independente de dar certo ou não. Sua cabeça já foi. 2014 logo ali, eu e você no cenário que eu sempre quis! Delícia! Romance não tem preço. Mesmo se for um daqueles melados e com poucas páginas, enquanto não acaba é sempre lindo. Sei bem que história de amor, essas de livro de capa dura, com aquele cheiro de nosso e um enredo sem fim não são comuns. Mas o gostoso é achar que vamos ficar pra sempre com todas as pessoas que cruzam nossas vidas. Só pra esquentar as veias e derreter umas certezas.

O bom é achar que todo mundo é potencialmente lindo, interessante e o amor da vida. O negócio é tentar de verdade. E não adianta dar uma roçadinha e dizer: humhum, não serve. O checar é que é bom. O tentar é que é romance! Encontrar aquele detalhezinho que só essa pessoa tem e achar, mesmo que por poucas páginas, que era exatamente isso que você estava procurando... E se doer? Sim, ás vezes dói. Mas dói a dor do livro. Da história que está em suas mãos, te arrancando lágrimas, mas na real... é só um romance.

Lia Bock
http://revistatpm.uol.com.br/blogs/euliatulias/2010/06/10/E-romance.html

...

Te levo comigo
No pensamento
No coração
Te levo comigo
E minha vida se alegra
Meu mundo fica colorido
Eu vou
Vou com você
Aqui
Na certeza de voltar
De te abraçar
Uma vontade de você
De te amar
E ficar
Ficar com você
Uma mala e você
Para você
Ficar na sua vida
Te levo comigo

...

sábado, 19 de junho de 2010



Vício

Mesmo sem querer
Mesmo tendo que ir
Eu não consigo seguir
Não sei porque nos encontramos
Não sei porque não posso ir
Se tantas vezes eu fui
E tantas outras vezes se foram
E eu fiquei
E continuei

Eu conheço sua verdade
A sua história
Conheço o caminho de volta
Sei o que devo fazer
Mas é você que me faz sorrir
Que me faz tão bem
É você que tem o abraço perfeito
Que me encanta, que me acalenta
É você que estava aqui antes mesmo de chegar

Vício meu, meu vício
Porque não posso ir
Se sua verdade me ganha
Vai contra o que eu sempre quiz

Porque eu, não sei mais
Não sei mais se posso ficar
E nem sei para onde ir
Senão para o encaixe perfeito
Que os seus braços tem
Se não para o teu espaço
Que tanto me preenche

A verdade é
Que sua verdade
Que sei tão bem
Não me faz bem
Penso em ir

Mas é nos seus braços
Que me perco
É nos seus braços
Que me encontro
E encontro a leveza de viver
De crescer.

É nos seus braços
Que aprendi a ser
Ser você
Vício meu, meu vício

Eliane


Sem palavras

Hoje é um dia especial
Estou feliz e queria dizer
Com palavras finas, lindas
Para te desenhar
Para te mostrar
Como são os sentimentos que eu trago comigo

Mas não tenho palavras assim
E os sentimento não saem
Não me ajudam a escrever
E eu aqui fico
Cheia deles
De sentimentos
De alegrias, contentamento
Mas as palavras me falham
Me 'ralham', querem sair e se mostrar
Mas
Sem palavras
Fico aqui
A te querer
E sem palavras para dizer.

Eliane

Juntar

Um dia eu amei
Por um momento
Foi a dois
O amor, dividido amor

Mas assim como o vento muda as coisas de lugar
Um dia, depois outro dia e algo mudou
E muda, volta e ensina,
Se aprende e se esquece
Depois volta a história,
Que sempre se repete

E novamente toca no ponto
E a paixão 'desmuda' tudo
E as palavras antes abafadas
Se explodem

A razão espera
O coração vai sentindo
Vai se apaixonando aos poucos (depois de aprender)
É o coração quem manda
E a gente se olha diferente
Se encanta pelo brilho no olhar
Pelo gesto de carinho pequenino que seja
Pelo simples toque, olhares, desejos, ensejos ...

A paixão junta,
Junta nossos momentos
Junta a nossa história
E o encontro passa a ser normal, junto
O domingo, o cinema, a feira
É a vida que junta
Junta e se torna uma
É a paixão que junta, junta o amor.

Eliane