sexta-feira, 31 de outubro de 2008

...


O Tempo

Folhas pelo chão
Vento batendo a janela
Devaneio sobre o tempo
Tempo que não pára
Que não volta
Desejos de reviver
Um tempo que passou
Emudeço
Ouvindo o nada
Querendo
Sentindo
O Tempo
Que não passa.




Kelly Casagrande

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

... Graxinhaaaaa....

Dia que passou despercebido,
Estava feliz e a perdi,
Joguei tudo pro alto a viver,
Algo que foi uma ilusão em meu ser.

Agora estou aflita e continuo a não saber,
De que forma há de ser...
E como virá a me envolver...

Seus olhos são lindos demais,
Encantam-me e me fazem viver,
Mas de repente encontro-nos longe demais,
E me pego a entristecer.

Tudo isso aconteceu para aprender,
Que o amor não existe em quem quer se ter,
e muito menos quando desejamos o ter.

Só resta esperar
e esperança continuar a ter.
Pois o agora dói demais,
porém preciso viver,
apesar de difícil assim ser.



Elaine Maciel
19/10/2008

Adrianno Sá

Pessoas do meu Brasil varonil

Conforme postado anteriormente venho aqui falar do meu amigo cantor....

Mais e mais músicas novas... confiram aí nesse blog.



http://www.adrianno-sa.blogspot.com/



Breve nas paradas de sucesso meu grande e talentoso amigo.


Bjusssssssssssss!!!!

sábado, 18 de outubro de 2008

ººººººººººººººººººººººººººººººº



Assim

Tu me propões viver o presente
E eu te digo o que eu quero pra mim
Quero um você
Um você só pra mim
Um você assim

O presente passa logo
E as conseqüências ficam aqui no meu coração
Este que não sabe o que é não
Que não sabe o tempo que o presente tem
Só quer te ter
Só quer você
Um você pra mim
Assim!


Lili Marins

terça-feira, 14 de outubro de 2008

...rs...

ॐღღॐ.
/(",)\.
./█\. ♥.
_ _ a Lili ...

Enquanto isso numa aula qualquer de Gramática...


A GRAMÁTICA E O TEMPO

SÃO OS MINUTOS LONGE DE TI
A GRAMÁTICA QUE NÃO ME ENTRA
SO CONSIGO CONJUGAR O VERBO TE AMAR.

O TEMPO É DENSO
ME PARECE UMA DERIVAÇÃO IMPRÓPRIA
MAS O QUE É IMPRÓPRIO MESMO SÃO ESTES MINUTOS QUE ME RODEIAM
E A GRAMÁTICA QUE NÃO SE FAZ PRESENTE,
QUE NÃO SE IMPÕE

TE VER É TAMBÉM UMA VARIAÇÃO DO QUE SÓ QUERO PENSAR
E A GRAMÁTICA QUE NÃO VEM,
O TEMPO QUE NÃO SE VAI
VOCÊ QUE SE ENCONTRA LONGE
SÓ O VERBO AMAR
AQUI FICA
A ME ATENTAR.

Lili Marins




quarta-feira, 8 de outubro de 2008

... Hoje


Hoje eu queria um abraço, um afago, um carinho, hoje eu queria um “meu bem”.
Eu queria um abraço, uma brincadeira, um programa a dois, um namoro no cinema, no portão.
Hoje eu queria uma canção.
Queria a brisa mansa da noite sobre nós dois, no final do sábado a saborear as estrelas, escondidas lá no céu.
Queria redescobrir o doce e encantador mistério das pequenas palavras ditas entre sussurros apaixonados.
Hoje eu queria simplesmente ouvir...
Eu te amo.
Texto de: Vilma Marins

O Paradoxo do nosso tempo


O Paradoxo do nosso tempo na história é que temos edifícios mais altos, mais pavios mais curtos, auto-estrada mais largas, mas pontos de vista mais estreitos; gastamos mais, mais tempo menos; nós compramos mais, mais desfrutamos menos.
Temos casas maiores e famílias menores; mais conveniências, mais menos tempo; temos mais graus acadêmicos, mais menos senso; mais conhecimento e menos poder de julgamento; mais proficiência, porém mais problemas; mais medicinas, mais menos saúde.
Multiplicamos nossas posses, mais reduzimos nossos valores. Falamos demais, amamos raramente e odiamos com muita freqüência.
Aprendemos como ganhar a vida, mas não vivemos essa vida. Adicionamos anos à extensão de nossas vidas, mas não vida à extensão de nossos anos.
Escrevemos mais, mais aprendemos menos, Planejamos mais, mais realizamos menos. Aprendemos a correr contra o tempo, mais não a esperar com paciência. Temos maiores rendimentos, mas menor padrão moral.
Temos mais comida, mais menos apaziguamento. Construímos mais computadores para armazenar mais informações para produzir mais cópias do que nunca, mas temos comunicação.
Tivemos avanços na quantidade, mais não em qualidade.Estes são tempos de refeições rápidas e digestão lenta; lucros expressivos, mas relacionamentos rasos.Estes são tempos em que se almeja paz mundial, mas perdura a guerra nos lares, mas menos nutrição.
É um tempo em que há muito na vitrine e nada estoque; um tempo de levar-lhe estas palavras e você poder escolher entre fazer alguma diferença, ou simplesmente apertar a tecla .
ººº

...O encontro...


Com quem será que ela estava tendo um caso?

Duas e cinco da manhã. Sem sono e com uma angústia que parecia fome, parecia tédio, parecia uma coceira de angústia bem no centro da sua existência, ela espremia com as mãos o chumaço de pêlos bem no meio das pernas, querendo extrair dali o caldo da sua chateação.
Se espremia irracional e preguiçosa, como um bicho, e foi aí que teve a idéia. Simples, absurdamente simples, de chamá-lo. Por que não?
Ele não falhava nunca. Estava sempre pronto, disposto, duro e certo. E o melhor: ele nunca a julgava.
Ela sim se julgava, e como. Era neurótica sempre e com tudo, mas nem por isso deixava de ser instintiva. E aí morava a graça e o segredo de sua personalidade cheia de riquezas e
esquisitices.
Pensava tudo isso sem pensar. Eram flashes de pseudopensamentos misturados ao filminho pseudopornográfico que ela já começava a formar em sua cabeça.
Cabelos puxados por punhos másculos e uma nuca exposta numa nudez explicitamente desintencional; olhares animalescos que se estranhavam ao ponto de a conversa continuar pontuada por mordidas e roçadas, como numa competição de natação, cabeças lançadas para cima e para baixo, num fôlego confuso entre o prazer de afundar e o prazer de sair à tona.
Línguas de fora, gritos abafados, gritos intencionalmente escandalosos, pernas muito abertas, movimentos de entra-e-sai. Pias de cozinha, de banheiro, carro, chão. Dominação de sexualidade num corpo perfeito de mulher, dominação de poder num corpo imperfeito de homem. Cada personagem tinha uma história, e ela sabia todas como uma voyer que, indo mais longe, não apenas espia, mas sente.
Ele chegou rápido e, dada a intimidade de anos, foi se enfiando sem muita cerimônia. Mas dada também à intimidade rotineira de anos, ela continuou fazendo uso da sua imaginação, cheia de canais quentes que eram zapeados segundo o seus desejos.
Ela controlava tudo e, apesar das loucuras barulhentas das suas fantasias, ninguém ouvia um só pio sair daquele quarto.
Era incrível a afinidade de ritmos entre os dois. Mais lento, insistente num mesmo ponto, preenchedor, delicado e muito mais rápido. As mudanças ocorriam no segundo certo e nunca, nunca, o prazer dela se decepcionava.
Cada personagem de seus devaneios eróticos alertavam para o grande momento, os movimentos eram mais intensos, as cores mais gritantes, os sons mais desesperados, as horas mais rápidas e infinitas.
Tombavam, finalmente, mortos pela batalha que se lutava para morrer. O esboço de sorriso cansado e cheio até a boca, era comum a ela e às suas criações, que iam sumindo na fumaça confusa da vida que retorna melhor depois da reencarnação nada religiosa.
Molhado, frouxo e deitado de lado, era chegada a hora da despedida.
E foi o que ela fez, limpando-o num pedaço à mostra de lençol e o devolvendo à sua função primária e óbvia de pai de todos.

Tatiane Bernardi
Revista Tpm
www.revistatpm.com.br

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Ensaio sobre a S.A.U.D.A.D.E

Primeiro, um escrito de alguém que dizia não ajuntar palavras assim.

Saudades

Saudades do tempo de menina
Que corria
Que sorria
Inocência
Incoerência
Ambivalência
Saudades dos olhos marejados
Esverdeados
Do colo
Do amor
Doce amor
Incondicional
Irreal
Surreal
Alento ao olhar para o céu... e lembrar da promessa
De que estaremos juntos
Como crianças
Em algum lugar


Kelly Casagrande
*Surpreendente não?(rs) Ela me disse que vai rever pois saiu assim nua e crua. Esperemos a outra versão.

A palavra saudade me saiu assim meio que do nada, sem nem pensar muito, na brincadeira lancei-a para que pudéssemos transformar essa palavrinha que diz muita coisa, em poesia, surpreendemente saiu esta aí de cima, rs, (adorei).

A mim me ocorreu que meio do nada escolhi esta palavra porém, é uma coisa linda que se sente, saudades daqueles que te amam, assim sem pedir muito em troca sabi, saudade da minha cidade, do meu povo...

Sexta ta chegando e pretendo matar um pouco isso, por enquanto saiu assim, lá de dentro, das entranhas daquilo que eu sou, ou seja da minha essência.

"Para a mulher da minha vida. Te amo Ana Marins"

Saudade

Que saudade daquela rua
Onde meus anos de criança passaram ligeiros.

Daquele doce sabor de estar em casa
Do cheiro da manhã
Do café na mesa
Da mãe tentando nos organizar.

O rosto amassado
Os cabelos desgrenhados
Os olhinhos ainda teimando em fechar.

Os anos passando
As brincadeiras na rua
Os amores nascendo
A vida seguindo e nos ensinando a ser grandes
Assim como hoje, onde ainda tentamos acertar.

Que saudades tenho
Do tempo em que o tempo
Podia ser grande o bastante
Pra tanta coisa que não podia faltar
Pra tanta brincadeira que eu tinha pra brincar.

E a saudade me acompanha
É um tempo que o tempo não me traz
Mas me refaz
Me mostra como sou
De onde vim
E a saudade latente
Por uma vida simples
Assim como aprendi
E a levo

Por João Pinheiro
Eu espero
Espero confiante o que a vida me traz
Foi lá que aprendi a ser grande
Que aprendi que posso voltar

E a saudade ...
do cheiro da manhã
do café na mesa
da mãe ...


Lili Marins

ººº

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

...Flor ...

Para minha amiga Dayane que tanto me inspira para ajuntar e desenhar com palavras alguns sentimentos.

Te amo amiga....=***

Planos

Um dia sonhei
E no sonho queria muito
Olhei pro lado e não havia nada
No horizonte algo transcedente vi

Era o que eu sonhei
Era pra onde eu devia ir
Sonhos, projetos, objetivos
Quero tanto
Tanto

Daqui posso ver
Ver o que eu posso querer
O que eu posso fazer

Olhando pra frente
Sigo meu caminho
Reto, confio
Quero e vou buscar
Quero e vou realizar

Um dia sonhei
Hoje sonho outras coisas
Porque sonhar é realizar
Buscar
Busquei



ºººº

.... Fe LiLi ZzZzZzz...

Felicidade

Da janela do quarto
Onde vejo a rua
Te vejo seguir
É uma rua calada
De cima, do horizonte
Olhando de longe
Sinto seu peito pulsando
Assim como o meu

Ouço seus passos
Apressados pela rua vazia
Quase posso ler seus pensamentos
Seguindo seu rumo
Com o coração pulsando
Na batida, junto com o meu

Lentamente
Olhando você
Vejo a vida passar
A vida que sonhei pra mim
A vida que está prestes a chegar

A felicidade ao teu lado
É como um arco íris
Do nada vem
Vem e me invade
De uma cor sem tamanha
De uma cor intensa
E terna

Da janela do quarto
espero a felicidade
esta mesmo
que trazes pra mim.