segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Dança comigo?

Foi assim
Você me olhou eu 
olhei pra ti
Você veio e me chamou pra dançar 
E por um momento quis ir 
Porque de tão bonita que és 
Quase que morri
Imaginei dançando 
Voando pelo salão 
Não tinha mais ninguém
Você e eu
Você me olhou eu olhei pra ti 
E quando te dei a mão 
Ainda nos meus devaneios
Um puxão você me deu 
Foi então que lembrei
Que dançar não sei 
E foi assim, tão bonita te olhei
Você se foi, porque dançar não sei
E foi assim
Dancei.


Distante

Um dia qualquer  
Encontrei você 
Dentre tantos bilhões de pessoas 
Você!

Começamos a conversar
Sobre nós, sobre o mundo 
Filosofia, sobre ser ou não ser
Dias se foram, momentos também.

Distante que estás
Estás aqui, tão perto, tão longe
Seus sonhos, desejos, preferências
Tenho tudo aqui comigo.

Mesmo distante, estás perto 
Mesmo daí me faz bem
Já me conheces bem 
Ouve meus reclames, me diz coisas legais.

Me faz ver o sol da manhã 
E o mundo todo colorido
Mesmo daí me tens 
Mesmo distante estás aqui.

Entre tantas pessoas no mundo
Eu podia não te ver
Mas em um dia qualquer, você
E isto é só sobre você e sobre mim.

Um amor arrebatador

Ao amanhecer consegui ver dentre os raios mansos de uma manhã de verão que adentravam pela janela do quarto seu corpo, estava ali do meu lado, mas por um momento temi que não estivesse, e me agarrei ao seu abraço, seu corpo macio, onde eu podia me perder e me encontrar, sentir seu cheiro, ouvir sua respiração. Por um longo tempo fiquei a te olhar, desenhando você dentro de mim, como faço todas as manhãs na penumbra do meu quarto sem que você perceba. 

Ao te olhar me vem a mente tudo que passei ao teu lado e tudo que quero passar, ao te olhar imagino o que pode ser, imagino não mais amanhecer, imagino que não preciso mais, não mais viver, porque você é tudo o que quero, e o que sinto, e vivo e tudo que preciso.

Assim como mágica, fico parada continuo a te olhar, a te guardar em mim e uma música suave entra de mansinho e me invade os ouvidos, eu fecho os olhos e vejo você, nós estamos em uma manhã quente, em uma grama verde, você está correndo comigo, por vezes quer me pegar, mas eu consigo fugir e a música agora consigo distinguir, essa música que me invade o ser é o seu sorriso, ouço com tanto amor que nunca, jamais irei esquecer, porque é o que quero ouvir daqui pra frente até mais não ser. 

Quando não mais consigo correr, você vem com seus braços enormes e me envolve, meu coração está aos pulos, porque tive medo de te perder, tive medo que me alcançasse, mas na verdade eu quero mesmo, são os seus braços envolvidos no meu corpo e nada mais precisará ser, só você, eu, esse momento, nada mais. 

Estremeço nesta sensação, abro meus olhos, novamente estou no quarto, o dia raiando, a rua acordando e o dia começa e novamente tudo de novo será, tudo novo. 

Ao me levantar olho para a cama ainda desarrumada, e com um sorrisisinho ainda estampado no rosto eu vejo ... que isso um dia vai acontecer, eu não me canso de te procurar, você habita meus sonhos e ainda não está, todos os dias eu penso que ainda hei de te encontrar.  

Lili Marins


Solidão

Há tempos
Não vinha visitar-me
E tudo era diferente
Agora você está aqui.

Quem és?
Que em tempo vais,
E em tempo vens
Quem és tu?

Me reconheces
Como da outra vez?
Eu me reconheço em ti
Tanto tempo passei
Sem sentir você.

Mas agora num encanto
Tu voltas, enquanto outro vais.
Enquanto quem te enfrentas não está
Porque esta se foi e tu, tu voltas.

Tu solidão
És covarde
Porque não fica
Mas te sinto enquanto outro estás.

E sinto que és única
Dentre tantas
Só tu que estás agora
Ninguém mais, eu e tu.

Só tu solidão
Que me és verdadeiramente para sempre
Então ficas e eu te faço companhia
Até que o tempo mude; o vento sopre.

Ficas
Até que se vá
Como terás que fazer um dia.
Ficas!