quarta-feira, 24 de julho de 2013

Teus olhos




É olhando nos olhos teus
Sonhando, sentindo, te vendo
É do teu lado que posso ver
Que posso ser e entender
Ser o que quero
Entende que é você
É do teu espaço que preciso
Que quero estar
É você que vive aqui
É nos teus olhos que vejo
Vejo coisas que eu sei
Que entendo
É nos teus olhos que vejo
Daqui a alguns anos
Eu e você
É assim
Te olhando
Que posso viver
Nos teus olhos
E você aqui
Dentro de mim
Viver em paz

Será possível
Ter paz, viver assim
Se meu coração cheio de ti está
Será possível?

É muito amor
Muito sentimento
Por ti acordo sorrindo
Durmo pensando
Vivo
Por viver você

Será possível
Tanto amor
Todo dia
Todo amor
Ser somente em paz
Viver em paz?


segunda-feira, 1 de julho de 2013

O velho e o pássaro




O velho e o pássaro

Um velho, sombrio, sozinho e bronco na alma e no corpo vivia em lindo prédio grande no centro da cidade, com janelas espelhadas, uma vista perfeita do céu onde tinham como vizinhos as nuvens e alguns pássaros, ele não tinha amigos, família e nem vida, não tinha o que viver, passava seus dias na sua rotina diária, diária e pontualmente seguida pelo relógio como se esperasse algo, como se esperasse não ter mais rotina ou vida, ou ter que viver.
Numa bela manhã de sábado as nunves e o céu todo reluzente da janela da sala dando o maior espetáculo já visto, mas o velho não enxergava isso, lia seu jornal, como sempre o fazia naquele horário, tomava seu café como sempre numa sincronia extasiante, o telefone toca, quebrando toda a rotina de sempre, mas o velho, sem perceber fica alheio ao que acontece, o telefone insiste, era uma sobrinha distante que há muito não se tinha notícia, ela o queria ver, marcaram encontro.
Na volta, o velho irritado com tanta novidade, trouxe consigo um pássaro, um pássaro grande, estava visilmente agitado e realmente não o queria, nem o pássaro e nem o velho, sabiam ambos, teriam que cuidar um do outro, no elevador o pássaro já demonstrava sua insatisfação, o velho sem notar a sua volta fica alheio ao que acontece, os vizinhos estranham pois aquele velho não distribuía nem um bom dia, nunca.
Do apartamento, as nuvens na janela eram como se fosse o céu, tão perto que o sentimento era de pegar aquelas nuvens branquinhas, o pássaro ficou encantado, atônito, percebia que em algum lugar da sua alma aquele era o seu lugar, o céu as nuvens, alguns pássaros que passavam por ali, por algum tempo o velho voltou a sua rotina, o pássaro ficava quieto, amiúdo, olhando e olhando para aquele céu, ele o velho continuaram, o velho sem perceber a beleza daquele céu, daquela vida.
Certo dia o passaro começou a ficar agitado, o velho, sem perceber continuou na sua rotina insosa, o pássaro agitado olhava para o céu como se já fosse sair dali, o velho percebeu o pássaro e não entendeu o motivo, ao abrir a gaiola o pássaro tentou sair, mas deparou-se com o vidro, o pássaro então agitado e fazendo muito barulho, tentou por diversas vezes fazer aquilo que a sua alma de pássaro o pedia desesperadamente, e o velho observando tentando controlar finalmente percebeu aquele céu, aquelas nuvens e um sentimento de liberdade lhe tomou conta, havia uma janela menor que podia ser aberta facilmente, o velho em um ímpeto quis abrí-la mas percebeu a agitação do pássaro e se conteve pois percebeu que o pássaro pela sua alma de pássaro voaria, e ele já havia acostumado, de certa forma um ao outro, um ao outro já se sentiam.
O pássaro por ser um pássaro, mesmo não tendo voado nunca tinha percebido em si uma alma que voa, lá dentro tinha asas, e o velho por causa do pássaro saiu do silêncio da vida que levava, e viu que lá dentro de si, fora um homem com asas, que voa, que tem uma alma.
Certa manhã a janela estava aberta, o velho vê o pássaro, que vê as nuvens e o vento passando em suas asas, o velho sente um ímpeto e se toma de sentimento, o pássaro em sua imensidão de pássaro abre suas asas e segue seu instinto, segue sua alma, o velho tomado de liberdade e de euforia, chega a janela e sente sua alma pulsar, sente suas asas a tanto tempo guardadas, fecha os olhos, e sentindo um vento e a emoção no seu corpo na sua alma também voa, para a imensidão de viver, sente o vento e a liberdade pulsar.
E na imensidão do céu os dois se confundem, pássaro e velho, uma alma que tem vida, uma alma que pode voar, e todo o resto foi não viver, finalmente o velho agora tem asas e olhos, tem vida, que por causa do pássaro recomeça a viver.

Lili Marins

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Um

Ainda sinto seu cheiro, o sabor
Doce sabor da sua boca
Ainda te tenho aqui
Na lembrança de uma noite
Uma doce noite mágica
Onde você e eu
Nos tornamos um
Ainda sinto você aqui
Sua força, vontade
Ainda te tenho entre meus dedos
Tenho o sabor de você
Na lembrança doce
Daquele momento
Ainda é você e eu
Você e eu nos tornamos um
Um cheiro
Um sabor
Uma vontade
Um só ser.

terça-feira, 12 de março de 2013

Não quero mais

Hoje só vim dizer
Que tudo acabou
E eu não quero mais
Nem entender

Nem mesmo te ouvir dizer
Eu não quero
E não posso mais
Viver assim

Não posso mais pensar
Sequer pensar
Pensar em te perder
E hoje vim dizer

Que não posso mais
Que não pode ser
Não mais sem você
Não mais não pensar em você

Não mais tentar não te querer
Não consigo mais viver
Sem você
Sem te querer

Nem te esquecer
Eu não quero mais
Não quero mais viver sem você
Sem você

Não quero mais

><

domingo, 10 de março de 2013


Desculpas

Vivo no meio de uma questão sem fim
Querendo te ver 
Te ver sorrir
Toda hora em todo lugar
Minha cabeça maquinando desculpas 
Uma busca sem fim 
Do momento certo
De ter desculpas
Assim
Só pra te ver
Te ver sorrir


Tudo pode ser

E é nos seus braços que eu fico 
É lá onde quero estar
É lá onde o mundo parece melhor
Mais bonito
É nos teus olhos que quero me perder
E me achar
É você que veio pra mim 
Veio me fazer bem 
E me proteger 
Das vezes em que em seus braços não vou estar 
E me salvar
De achar que nada pode ser 
Você me faz bem 
E tudo
Tudo pode ser


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