Quintal
A escola, a rua, o quintal da minha casa à tardinha, como era grande, como era bom sonhar e me divertir ali. A infância passa como um foguete, estamos lá e pensamos no futuro no amanhã.
Lembro de sentar no chão, no aconchego de uma sombra, olhar pro céu, o céu azul e imaginar o futuro, imaginar o agora e ficava a sonhar, imaginar...
Hoje sentada numa sala grande, um computador de 17 polegadas, uma cadeira confortável e nada de céu, porque a sala tem luz artificial e um ar condicionado.
Hoje me pego a escrever sobre aquele dia, aquele tempo que por mais que imaginasse não pensava que poderia ser assim, e a infância num foguete se vai.
Era um tempo de tantas histórias, o quintal era o mundo, a casa, a rua, a fazenda, o planeta, a escola, brincávamos de tudo.
Olhando daqui, deste ângulo, consigo ver... é tão grande este quintal, que sinto que tenho um mundo inteiro para brincar.
Com jeitinho arrumamos o quintal, tiramos as folhas, varremos, pedimos licença pras formiguinhas, os meninos abrem as ruas, montam as casas, e pronto montamos nossa cidade, um lugar só nosso.
Envolvidos naquela questão, tanto mundo, tanta imaginação, ouço a mãe chamando lá longe, é o café que ta na mesa, aquele cheirinho bom do biscoito de polvilho.
Ainda peço pra minha mãe fazer toda vez que volto naquele lugar, naquele mundinho que era só meu.
Ah! O quintal, minha casa, minha infância.
Ah! Viver.
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