segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Ensaio sobre a S.A.U.D.A.D.E

Primeiro, um escrito de alguém que dizia não ajuntar palavras assim.

Saudades

Saudades do tempo de menina
Que corria
Que sorria
Inocência
Incoerência
Ambivalência
Saudades dos olhos marejados
Esverdeados
Do colo
Do amor
Doce amor
Incondicional
Irreal
Surreal
Alento ao olhar para o céu... e lembrar da promessa
De que estaremos juntos
Como crianças
Em algum lugar


Kelly Casagrande
*Surpreendente não?(rs) Ela me disse que vai rever pois saiu assim nua e crua. Esperemos a outra versão.

A palavra saudade me saiu assim meio que do nada, sem nem pensar muito, na brincadeira lancei-a para que pudéssemos transformar essa palavrinha que diz muita coisa, em poesia, surpreendemente saiu esta aí de cima, rs, (adorei).

A mim me ocorreu que meio do nada escolhi esta palavra porém, é uma coisa linda que se sente, saudades daqueles que te amam, assim sem pedir muito em troca sabi, saudade da minha cidade, do meu povo...

Sexta ta chegando e pretendo matar um pouco isso, por enquanto saiu assim, lá de dentro, das entranhas daquilo que eu sou, ou seja da minha essência.

"Para a mulher da minha vida. Te amo Ana Marins"

Saudade

Que saudade daquela rua
Onde meus anos de criança passaram ligeiros.

Daquele doce sabor de estar em casa
Do cheiro da manhã
Do café na mesa
Da mãe tentando nos organizar.

O rosto amassado
Os cabelos desgrenhados
Os olhinhos ainda teimando em fechar.

Os anos passando
As brincadeiras na rua
Os amores nascendo
A vida seguindo e nos ensinando a ser grandes
Assim como hoje, onde ainda tentamos acertar.

Que saudades tenho
Do tempo em que o tempo
Podia ser grande o bastante
Pra tanta coisa que não podia faltar
Pra tanta brincadeira que eu tinha pra brincar.

E a saudade me acompanha
É um tempo que o tempo não me traz
Mas me refaz
Me mostra como sou
De onde vim
E a saudade latente
Por uma vida simples
Assim como aprendi
E a levo

Por João Pinheiro
Eu espero
Espero confiante o que a vida me traz
Foi lá que aprendi a ser grande
Que aprendi que posso voltar

E a saudade ...
do cheiro da manhã
do café na mesa
da mãe ...


Lili Marins

ººº

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