Tempestade
Sentada na varanda a escrever estas linhas não senti nenhuma brisa, ou
vento, ou mesmo algo que anunciasse o que estava por vir.
Assim foi o nosso encontro, sem querer, sem saber, aos poucos e
sorrateiro o amor nos pegou de jeito, eram sorrisos, abraços, balas e doces,
era uma flor, uma música, a nossa música, eram dias e dias afim, seu sorriso a
cada manha, o beijo, o retorno a casa depois do dia.
Tantas pistas e nada de nós percebermos, estava ali na cara e nada,
quando nos demos conta já era, já não dava mais, foi como uma tempestade forte,
sem sentido, inesperada, de novo presente, foi-se e levou tudo, e eu esperei, a
esperar até que de novo, um dia eu possa
ter você, e que esta chuva traga de volta você, como uma tempestade boa, pra
dentro de mim.
Lili Marins